sábado, 1 de fevereiro de 2014


How to explain the sheer tingling joy one experiences when two interesting, complex, and occasionally aggravating characters have at last settled their misunderstandings and will live happily ever after, no matter what travails life might throw in their path, because Jane Austen said they will, and that's that? How to describe the exhilaration of being caught up in an unknown but glamorous world of balls and gowns and rides in open carriages with handsome young men? How to explain that the best part of Jane Austen's world is that sudden recognition that the characters are just like you?

Quando tivemos o Encontro Nacional da JASBRA, ano passado, para celebrar o bicentenário de Orgulho e Preconceito, a Adriana Zardini citou esse livro na palestra dela. Óbvio e ululante, tão logo cheguei em casa, coloquei-o na minha lista e pouco tempo depois, tendo encontrado o bendito numa prateleira da Livraria Cultura, meti-o debaixo do braço e o trouxe para casa.

The Jane Austen Handbook é um livro interessante para quem quer entender um pouco mais do contexto da época em que os romances da tia Jane se passam. Você pode lê-lo de uma capa ou outra – e é uma leitura bem divertida – ou pode pular capítulos, usando-o como um guia de maneiras ou uma enciclopédia, de acordo com os aspectos que você queira estudar.

Os capítulos são curtos e variam desde conselhos sobre como se vestir durante o dia até regras para se fazer a corte. Há um bom glossário para entender certas palavras e conceitos que não temos hoje em dia; acompanhado de ilustrações e pequenas inserções explicando detalhes como o motivo de Mr. Collins ser herdeiro de Longbourn.

E tudo é escrito com muito bom humor e várias referências a situações em que nossas heroínas favoritas se encontraram ao longo das páginas de seus respectivos romances.

Não é um livro essencial, do ponto de vista em que acredito que qualquer um pode usufruir da leitura de um romance de Austen sem precisar de detalhes sobre como se conduzia o ambiente doméstico da época... mas é bastante informativo, sem deixar de ser divertido e certamente pode ajudar àqueles que querem ir um pouco mais a fundo em suas interpretações do período no contexto das novelas.

Eu certamente recomendo.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Prezados leitores,
 
estarei de férias até o dia 15 de janeiro. Por enquanto, as interações serão feitas no nosso grupo no Facebook e os eventuais comentários aqui no blog serão autorizados e comentados por Kátia e Lucienne.

 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Prezados leitores,
 
vocês já ouviram falar neste lançamento: Crimen em Mansfield Park, escrito por Lynn Sheperd?
O lançamento é de 2010, como publiquei aqui no blog, porém, só agora encontrei uma tradução em outra língua.

Crimen en Mansfield Park

Titulo: Crimen en Mansfield Park
Autor: Lynn Sheperd
Editorial: Booket
Género: Narrativa/Novela
Nº Páginas: 432
Precio: 12.95€
ISBN: 978-84-08-09935-2
Web: http://www.lynn-shepherd.com/

Sinopsis:

Si hay un personaje de Jane Austen que despierta rechazo, esa es Fanny Price, la moralista, insípida y tímida protagonista de Mansfield Park. Por eso Lynn Shepherd no ha podido resistir la tentación de transformarla en un personaje radicalmente opuesto. Fanny es aquí una rica y malcriada heredera, y Mary Crawford se ha convertido en un ser bondadoso que sufre todo tipo de humillaciones a manos de su vengativa vecina. Cuando Fanny es asesinada en los jardines de Mansfield Park, Mary asume el protagonismo, aliándose con el investigador Maddox para resolver el crimen.

Lee el primer capítulo gratuitamente.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Prezados leitores,
 
é com satisfação que aviso a todos interessados que já estamos organizando o V Encontro Nacional da JASBRA na cidade de Belo Horizonte. A data e o local onde o evento será realizado será divulgado posteriormente pois ainda estamos aguardando a confirmação da instituição parceira. Até o final do mês poderemos dar uma posição concreta. Obrigada pela compreensão!
 
Este ano celebraremos o Bicentenário de Mansfield Park e certamente teremos brilhantes oportunidades de discutir esse livro tão complexo! :)


 
Prezados leitores, por diversos motivos pessoais e profissionais eu me ausentei da net e das postagens do blog. Na tentativa de voltar à ativa, estou publicando hoje, com dias de atraso, o resultado do sorteio do kit da JASBRA. Espero que me perdoem! O final de 2013 foi bem corrido e cheio de tarefas importantes para serem concretizadas!

O kit exclusivo da JASBRA vai para a Carla! Obrigada a todos participantes!

 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A Karlinha do Coffee and Movies acaba de me avisar deste lançamento da editora Record:
 
 
 
Jane Hayes tem 33 anos e mora na Nova York atual. Bonita, inteligente e com um bom emprego, ela guarda um um segredo constrangedor: é verdadeiramente obcecada pelo Sr. Darcy. Embora sonhe com ele, os homens reais com os quais se depara são muito diferentes dos que habitam sua fantasia. Justamente por isso, ela decide deixar de lado sua vida amorosa e aceitar seu destino: noites solitárias aconchegada no sofá assistindo a Colin Firth em seu DVD.

Porém, esses não são os planos que sua rica e velha tia-avó Carolyn, tem para a moça. A única a descobrir o segredo de Jane deixa, em seu testamento, férias pagas para a sobrinha-neta na Austenlândia. A ideia é que Jane tenha uma legítima experiência como uma dama no início do século XX e consiga se livrar de uma vez por todas de sua obsessão. Contudo, para isso, ela terá que abrir mão do celular, da internet e até do uso de sutiãs em troca de tardes de leitura, espartilhos e... a companhia de belos cavalheiros. 

O livro inspirou o filme de mesmo nome estrelado por Keri Russell e sem data prevista para estrear. Assista ao trailer clicando no link http://bit.ly/AustenlandTrailer. ou Abaixo:
 
 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013



Em dezembro de 2010, ocorreu o Primeiro Encontro da JASBRA em Recife, quando recepcionamos a Terry Hubener, representante da JASNA na Flórida. Desde então, organizamos um Clube do Livro que se ampliou para além de Austen (já nos reunimos para falar desde Drácula e Sherlock Holmes até O Hobbit e O Morro dos Ventos Uivantes); recebemos um Encontro Nacional da sociedade, no bicentenário de Razão e Sensiblidade; e marcamos presença em outros eventos sempre com muito orgulho.

Agora, três anos depois daquele primeiro encontro, a Terry está voltando ao Brasil e vamos novamente nos encontrar para recepcioná-la e também para comemorar três anos de atividades - três anos de muita conversa, muitos livros, e boas amizades.

Dessa vez, estaremos no Restaurante Papacapim, em Boa Viagem (junto ao shopping) no sábado, dia 14, a partir de 12h. Espero todos lá para o fechamento dos trabalhos do ano - e já com a expectativa para os encontros do ano que vem.

Abraços a todos!

Luciana Darce.
JASBRA/PE

terça-feira, 10 de dezembro de 2013


Olá queridos leitores! O aniversário de Jane está chegando (238 anos ela faria no próximo dia 16) e decidi oferecer um Kit exclusivo para os leitores do Jane Austen Brasil!

Para participar do sorteio basta responder à pergunta acima e deixar seu nome completo. Vocês poderão participar até 16:00 do dia 16 - que é o aniversário de Jane. Mas atenção, só serão consideradas as mensagens que atenderem aos requisitos acima, combinado?

Posteriormente publicarei as mensagens como uma espécie de cartão de aniversário para Jane! :)

Veja o que contêm no Kit Exclusivo da JASBRA:

 Kit do sorteio:
- 1 Bolsa do Bicentenário de Orgulho e Preconceito (exclusividade da JASBRA)
- 1 bloquinho post it da Jane Austen's Regency World
- 1 Guia de visitação de Chawton House, direto da casa onde Jane morou
-1 cartão postal da Catedral de Winchester, onde Jane está sepultada
- 1 marcador de livros comemorativo de 200 anos de Razão e Sensibilidade, presente do pessoal de Chawton
- 1 marcador de livros comemorativo dos 200 anos de Orgulho e Preconceito, exclusividade JASBRA
- 2 chaveiros comemorativos dos  200 anos de Orgulho e Preconceito, exclusividade JASBRA
- 2 broches comemorativos dos  200 anos de Orgulho e Preconceito, exclusividade JASBRA 
A leitora Alexandra Duarte nos presenteia hoje com suas reflexões a respeito de Jane Austen e feminismo. E vocês leitores, o que acham desta perspectiva?

O artigo está disponível para download, basta clicar na imagem abaixo.

 
Hoje é dia do tão esperado sorteio duplo de Razão e Sensibilidade!
Foram 95 inscritos!

Vejam quem são os sortudos abaixo:

 

sábado, 7 de dezembro de 2013

Já no espírito natalino, Luciana Darce (JASBRA-PE) nos resenha contos de natais em Pemberley!


Happiness, deep love, and Christmas cheer echoed down the lengthy corridors and invaded every chamber of the Manor. But in none were these positive emotions as high as in the Master’s chambers on the upper floor of the south wing.

You see, this Christmas was Darcy’s first as a married man. A newlywed of less than a month, in fact, and to his indescribable joy, his wife was Elizabeth. The numerous questions of the prior Christmas were answered beyond his wildest imaginings. Any delusions or doubts were erased.

Was he in love with Elizabeth Bennet, now Elizabeth Darcy?

Yes! A resounding yes and to a depth that continually staggered him.

Estamos quase no Natal! E que melhor forma de comemorar do que passar as festas em Pemberley?

A Darcy Christmas é uma antologia de três contos de autoras já conhecidas por ‘brincar’ com as palavras de Austen: Amanda Grange, Sharon Lathan e Carolyn Eberhart. Das três, confesso que a única que conheço é a Grange, por causa da série de diários dos heróis austenianos.

É de Grange o conto de que mais gostei, Christmas Present. Os personagens todos ecoam muito bem suas contrapartes originais e é divertido ver como eles se comportam no ‘pós-livro’, com a família toda se reunindo sob o teto dos Bingley, Lady Catherine e Mrs. Bennet competindo por “parente mais inconveniente do ano”.

A relação de Darcy e Lizzie é confortável como boa xícara de chocolate quente num dia frio (algum dia farei algo sobre minha obsessão com metáforas culinárias para livros...) e a história toda é bem gostosa de ler.

Mr. Darcy’s Christmas Carol da Carolyn Eberhart é… eu não sei dizer o que é, para ser sincera. A ideia em si é interessante, mas o desenvolvimento é tão absurdo que se torna inadvertidamente engraçado.

Fiquei um pouco com o pé atrás com algumas inconsistências, especialmente sobre o pai do Darcy e sua relação com o Wickham. Ainda assim, ri quando Darcy cruza com Wentworth ou, melhor ainda, como o próprio Scrooge – e não vamos entrar no mérito que o conto de Dickens é bem típico da era vitoriana, umas boas décadas pós-Austen...

Fecha a tríade A Darcy Christmas, de Sharon Lathan, conto que dá nome à antologia.

Lathan, como Grange, é mais fiel ao estilo de Austen, embora alguns detalhes me pareçam destoar da personalidade que conhecemos dos personagens mais famosos da autora... Ainda assim, a história me agradou, mostrando décadas de natais da família Darcy, o nascimento e perpetuação de tradições de Lizzie, Fitzwilliam e seus filhos.

De uma maneira geral, não é o melhor que já li em matéria de sequências e mashups inspirados em Austen... mas é um livrinho interessante, rápido de ler e apropriado para dias longos sem nada para fazer, quando temos vontade de nos enroscarmos na cama preguiçosamente e ler algo açucarado-indutor-de-diabetes.

Além disso... it’s beginning to look a lot like Christmas... (e Pemberley deve ser liiiiiinda no Natal...).

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Acabo de descobrir o trailer de Death Comes to Pemberley:

 


O que vocês acham? Principalmente aqueles que leram o livro?

Detalhes: canal BBC1 agendou para o dia 26 de dezembro a estreia da minissérie Death Comes To Pemberley, adaptação de Juliette Towhidi da obra de P.D. James que, por sua vez, utiliza os personagens de Orgulho e Preconceito, obra de Jane Austen, para narrar sua história. A história acompanha Elizabeth (Anna Maxwell Martin, de The Bletchley Circle) e o Sr. Darcy (Matthew Rhys, de The Americans) que, seis anos após os fatos ocorridos no livro de Austen, vivem em Pemberley com seus dois filhos. No momento em que organizam um baile, eles são surpreendidos por Lydia (Jenna-Louise Coleman, de Doctor Who), irmã de Elizabeth, que chega com a notícia de que seu marido George Wickham (Matthew Goode, de Dancing on the Edge) foi assassinado. Uma investigação tem início levantando suspeitas e revelando segredos. No elenco também estão Rebecca Front (The Thick of It), James Fleet (Little Dorrit), Penelope Keith, Joanna Scanlan (The Thick of It e Getting On), Eleanor Tomlinson (The White Queen),James Norton, Tom Ward (Silent Witness) e Trevor Eve (Waking the Dead). A minissérie tem três episódios produzidos pela BBC Drama em parceria com a Origin Pictures e apoio financeiro da Screen Yorkshire.

Fonte: Veja.com

 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

E com vocês, mais um post em parceria com a Editora Realejo e Elizabeth Kantor:



By Elizabeth Kantor 

“Exatamente dois terços dos americanos acreditam no conceito de almas gêmeas, no qual ‘duas pessoas estão destinadas a ficarem juntas’”, relatou o Washington Times em setembro de 2010. Mais mulheres do que homens, os pesquisadores descobriram, aceitam essa teoria sobre o amor. Impressionantes 69% de nós, contra 63% dos homens, concordam com o conceito de almas gêmeas. O lado ruim? Pessoas que acreditam em almas gêmeas têm 150% mais chances de se divorciarem do que pessoas que não acreditam.
O que Jane Austen tem a dizer sobre esse assunto? Suas heroínas estão buscando suas almas gêmeas? Elas se casam com os homens a quem estão destinadas? Parece que não. Aqui está Elinor Dashwood, fazendo seu melhor para convencer sua Romântica irmã a abandonar a teoria das almas gêmeas no amor, “e, depois de tudo, Marianne, depois de tudo que é encantador na ideia de um apego singular e constante, e de tudo que pode ser dito a respeito da felicidade de alguém depender inteiramente de uma pessoa em particular, não deve ser – não cabe – não é possível que seja assim”.
Se você já leu até aqui, não vai ficar chocada ao encontrar Jane Austen do lado realista, não do Romântico, em qualquer questão. Mas se as heroínas de Jane Austen não estão procurando suas almas gêmeas, o que elas estão procurando? E se elas não terminam com “O” homem perfeito que o destino lhes reservou, como o par que elas encontram no fim dos romances parece tão… perfeito?
Uma heroína de Jane Austen pensa muito menos do que nós em “achar um homem ótimo para ela” e muito mais em achar um homem que seja simplesmente ótimo. Não é que a compatibilidade não seja parte da equação – Jane Austen não é defensora do “não seja tão exigente, você pode ser feliz com qualquer homem decente se desejar”. Mas suas heroínas pensam e falam sobre homens em termos de qualidades objetivas que os tornam homens interessantes, não apenas em como combinam com as preferências e necessidades subjetivas das heroínas. Jane Austen tem todo um vocabulário sofisticado para falar de cada aspecto da personalidade de um homem. Porque esquecemos que essa linguagem, nosso pensamento sobre um homem – pelo menos quando vai além de aparência e status e entra na questão de que tipo de pessoa ela é – tende a cair quase imediatamente em uma avaliação subjetiva do que nos atrai pessoalmente. Uma heroína de Jane Austen tem critérios melhores para avaliar os homens. Não com exatidão científica, é claro, mas comparando-os com padrões que têm algum tipo de aplicação universal. Ela pensa no quanto um homem é “perfeito” de forma abstrata antes de perguntar se ele é “perfeito para mim”.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Outro post em parceria com Elizabeth Kantor e Editora Realejo



 By Elizabeth Kantor

De forma paradoxal, Jane Austen achava mais fácil manejar exatamente o tipo de relacionamento que parece mais difícil para nós. Ela considera alcançar a “independência” quando uma mulher sai da casa dos pais – ou de seu trabalho como governanta-acompanhante, como a Sra. Weston faz no início de Emma – para se casar. Para Jane Austen, um homem e uma mulher apaixonados um pelo outro são as duas pessoas no mundo que mais chegam perto de se sentirem confortáveis ao preencher exatamente o mesmo espaço ao mesmo tempo. Homens e mulheres são tão diferentes um do outro que eles se complementam naturalmente, assim como competem um com o outro. E claro que a divisão de trabalho entre os sexos era mais rígida naquela época. Essas diferenças – a complementaridade e a possibilidade de uma espécie de harmonia natural entre homens e mulheres – tornam lógica a ideia de que, ainda que seja “dependência” dividir uma casa e uma renda com seus pais ou seus empregadores, é “independência” dividi-las com um marido. Além disso, nesse caso, existe a excitação do começo do amor (e no sexo) para ajudar a suavizar as dificuldades.
Então, por que os “relacionamentos” parecem muito mais difíceis hoje do que os relacionamentos em geral – amizades e por aí vai? Não acredito que seja apenas porque em vez de confiar na tradicional divisão de tarefas pelo sexo, temos de negociar quem lava as louças e quem faz as contas. É que, hoje em dia, um relacionamento romântico é praticamente o único relacionamento realmente íntimo que muitos de nós tentamos depois de adultos – “íntimo” no sentido prático que estamos dividindo espaço, dinheiro e decisões sobre qualquer coisa mais importante do que o almoço.
Procuramos nossos amigos para ter conforto em relação às partes da nossa vida nas quais temos que “trabalhar” – nossos trabalhos e nossos relacionamentos com homens. Os amigos estão lá quando saímos do tumulto da vida e paramos no acostamento, quando fazemos a análise no fim do jogo. Dividimos nossos pensamentos e sentimentos com eles, ou, talvez, com nossa mãe ou irmã. No entanto, depois que saímos da faculdade e daqueles pequenos apartamentos que dividíamos na época do primeiro emprego, com frequência, deixamos de dividir nossa vida com outras pessoas além de um homem. O que significa que estamos tentando administrar nosso relacionamento sem o tipo de prática em relacionamentos em geral que as heroínas de Jane Austen têm.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Mais um post em parceria com a Editora Realejo e Elizabeth Kantor:



No amor, busque a felicidade
 By Elizabeth Kantor

Todas as heroínas bem-sucedidas de Jane Austen têm o mesmo obje­tivo. No amor, elas buscam a felicidade. É o que elas buscam, no que diz respeito aos homens, e é o que elas desejam para seus amigos.
Soa simples demais, não? Isso não é óbvio? Todo mundo quer ser feliz, certo?
A resposta curta é não.
Ou melhor, claro que nós todos queremos ser felizes. Se a vida nos fi­zesse a pergunta dessa forma – escolha um ou outro, felicidade ou tristeza – não teríamos problemas em acertar a resposta. No entanto, Jane Austen se esforça para nos mostrar que as questões importantes da vida não vêm assim. A felicidade não vem servida em um prato bonito.
Não ajuda a pensar, mas é claro que quero ser feliz. A diferença entre o é claro que quero ser feliz e a busca séria pela felicidade é sutil. Mas entendê-la é absolutamente crucial. O vago é claro que quero ser feliz é comum a todos. A busca por uma felicidade racional e permanente é o que diferencia as heroínas de Jane Austen.
Para ajudar a esclarecer a diferença, vamos tomar como exemplo o diálogo a seguir em Orgulho e Preconceito, “Elas podem apenas desejar a felicidade dele, e se ele está ligado a mim, nenhuma outra mulher pode proporcioná-la”, diz Jane Bennet a respeito das irmãs de Bingley. Mas Eli­zabeth aponta a falha no argumento de Jane, “sua primeira premissa é falsa. Elas podem desejar muitas outras coisas além da felicidade dele; elas podem desejar o aumento de sua fortuna e posição; elas podem dese­jar que ele se case com uma garota que tem toda a importância conferida pelo dinheiro, boas relações, e orgulho”. Se você perguntasse as irmãs de Bingley se elas desejam que ele seja feliz, elas responderiam que sim. Cla­ro que sim. Elas nunca o tornariam infeliz apenas para arruiná-lo. Mas a vida não apresenta essa pergunta de forma abstrata. Você não pode esco­lher sim ou não, a favor ou contra tudo que é claro que você quer.
Para chegar ao amor feliz, você deve achar o caminho em uma flo­resta de desejos conflitantes. No processo, é fácil que um objetivo do tipo “mas é claro que eu quero isso” seja deixado de lado por causa de coisas completamente diferentes nas quais você vem realmente depositando seu tempo e energia. É apenas em retrospecto que você vê quando deixou passar algo que realmente queria.
Quantas de nós querem perder peso? Claro que queremos. Mas não podemos escolher gorda versus magra de forma abstrata. Precisamos nos concentrar em sermos magras e a manter o foco em meio a um mundo de refrigerantes de meio litro e potes de sorvete gigantescos.
Da mesma forma, se você perguntar a qualquer mulher, “você quer ser feliz?”, ela vai responder que sim. Mas essa é uma resposta para a per­gunta isolada, que nunca é a forma que virá no meio das complexidades da vida real (ou a coisa mais perto disso, um romance de Jane Austen). A pergunta verdadeira não é “você quer ser feliz?”, é “o que você quer?”. Em outras palavras, qual é o objetivo – dentre os vários focos conflitantes que você adotaria se lhe fossem servidos em um prato com acompanhamen­to ao lado – que você está buscando de fato? (Com sua energia e tempo limitados e toda a capacidade que você possui). Quando você visualiza o que quer do amor, qual é a imagem que aparece? Você realmente está esperando um final feliz para sempre?

Para nos inspirar, Jane Austen nos mostra heroínas que encontram o caminho para a felicidade. Mas, para nos alertar, ela também nos mostra mulheres que não conseguem. Elas não falham porque estão procurando o amor nos lugares errados, mas porque elas estão procurando por outras coisas quando deviam estar buscando a felicidade no amor.
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